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Vinil, Bolachão, LP ou Disco

2 fevereiro 2009
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Intro

Apresentamos nesta postagem um apanhado de informações imagens e curiosidades que envolvem esta tão famosa mídia, o VINIL.

Todas as informações presentes contém seus crédito, não deixando de lado a preocupação com sua origem, sempre analógica.

Boa Leitura.

O Disco de vinil, ou simplesmente Vinil ou ainda Long Play (abreviatura LP), ou coloquialmente bolachão é uma mídia desenvolvida no início da década de 1950 para a reprodução musical, que usava um material plástico chamado vinil.

Trata-se uma bolacha de material plástico, usualmente de cor preta, que registra informações de áudio, as quais podem ser reproduzidas através de um toca-discos. O disco de vinil possui micro-sulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário. Trata-se de uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar, essa vibração é transformada em sinal elétrico e por fim amplificado e transformado em som audível (música).

O vinil é um tipo de plástico muito delicado e qualquer arranhão pode comprometer a qualidade sonora. Os discos precisam constantemente ser limpos e estar sempre livres de poeira, ser guardados sempre na posição vertical e dentro de sua capa e envelope de proteção. A poeira é o pior inimigo do vinil pois funciona como um abrasivo, danificando tanto o disco como a agulha.

Disco Vinil


História

O disco de vinil surgiu no ano de 1948, tornando obsoletos os antigos discos de goma-laca de 78 rotações, que até então eram utilizados. Os discos de vinil são mais leves, mais maleáveis e resistentes a choques, quedas e manuseio. Mas são melhores principalmente pela reprodução de um número maior de músicas (ao invés de uma canção por face do disco) e finalmente pela sua excelente qualidade sonora.

A partir do final da década de 1980 e início da década de 1990, a invenção dos compact discs (CDs) prometeu maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sem chiados, fazendo os discos de vinil ficarem obsoletos e desaparecerem quase por completo no fim do Século XX. No Brasil, os LPs em escala comercial foram comercializados até meados de 2001.

Com o fim da venda comercial dos discos de vinil , alguns audiófilos preferem o vinil, dizendo ser um meio de armazenamento mais fiel que o CD e é curioso que a FNAC e outras lojas da especialidade ainda têm uma pequena seção com discos em vinil que são ainda hoje editadas por alguns ( muito poucos) artistas/bandas.

Tipos

Gravações Vinil e CD

Durante o seu apogeu, os discos de vinil foram produzidos sob diferentes formatos:

* LP: abreviatura do inglês Long Play (conhecido na indústria como, Twelve inches— ou, “12 polegadas” (em português) ). Disco com 31 cm de diametro que era tocado a 33 1/3 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 20 minutos por lado. O formato LP era utilizado, usualmente, para a comercialização de álbuns completos. Nota-se a diferença entre as primeiras gerações dos LPs que foram gravadas a 78 RPM (rotações por minuto).
* EP: abreviatura do inglês Extended Play. Disco com 17 cm de diametro e que era tocado, normalmente, a 45 RPM. A sua capacidade normal era de cerca de 8 minutos por lado. O EP normalmente continha em torno de quatro faixas.
* Single ou compacto simples: abreviatura do inglês Single Play (também conhecido como, seven inches—ou, “7 polegadas” (em português) ); ou como compacto simples. Disco com 17 cm de diametro, tocado usualmente a 45 RPM (no Brasil, a 33 1/3 RPM). A sua capacidade normal rondava os 4 minutos por lado. O single era geralmente empregado para a difusão das músicas de trabalho de um álbum completo a ser posteriormente lançado .
* Máxi: abreviatura do inglês Maxi Single. Disco com 31 cm de diametro e que era tocado a 45 RPM. A sua capacidade era de cerca de 12 minutos por lado

Analógico versus digital

Os discos de goma-laca de 78 rotações, foram substituídos pelo LP. Depois o CD tomou o lugar de destaque do LP, pois teve ampla aceitação devido sua praticidade, seu tamanho reduzido e som livre de ruídos. A propaganda do CD previa o fim inevitável do LP, que é de manuseio difícil e delicado.

Certos entusiastas defendem a superioridade do vinil em relação às mídias digitais em geral (CDs, DVDs e outros). O principal argumento utilizado é o de que as gravações em meio digital cortam as freqüências sonoras mais altas e baixas, eliminando harmônicos, ecos e batidas graves e “naturalidade” e espacialidade do som. No entanto estas justificativas não são tecnicamente infundadas, visto que a faixa dinâmica e resposta do CD não supera em todos os quesitos as do vinil.

Os defensores do som digital argumentam que a eliminação do ruído (o grande problema do vinil) foi um grande avanço na fidelidade das gravações. Os problemas mais graves encontrados com o CD no início também foram aos poucos sendo solucionados. O sucessor do CD, o DVD-Audio, oferece fidelidade superior ao CD, apesar de sua baixa penetração no mercado a início.

Até hoje se fabricam LPs e toca-discos, que ainda são objetos de relíquia e estima para audiófilos e entusiastas de música em geral.

Uma curiosidade: o disco de vinil não precisa de um aparelho de som propriamente para ser “tocado”. Experimente colocar o disco rodando na vitrola, sem áudio, com as caixas de som desligadas. Você conseguirá ouvir o disco, pois seu princípio de funcionamento se baseia na vibração da agulha no sulco (espiralado, como um velodromo, tendendo ao infinito como uma linha reta) dentro das ranhuras, que nada mais são do que a representação freqüencial do áudio em questão.

Fontes de pesquisa e imagens:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Disco_de_vinil

Mercado

Discos de vinil recuperam em detrimento do cd

Segundo informações da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), a venda de discos de vinil registou “um significativo aumento” nos anos mais recentes, acompanhando uma tendência mundial de recuperação do formato em detrimento do cd.

No primeiro semestre de 2007 foram registados quatro pedidos de discos de vinil das lojas às editoras, ao passo que, em igual período de 2008, registaram-se 2174 pedidos, um crescimento de 54.250%.

Eduardo Simões, da AFP, vê esta tendência, no entanto, como “pontual”, não deixando de reconhecer “que continuam a sair discos no formato de vinil e mesmo que em termos numéricos sejam pouco representativos no seu total é um formato que continua a fazer sentido”.

Ainda sem dados que mostrem a tendência do mercado nacional no segundo semestre de 2008, Eduardo Simões disse à Lusa que “a tendência é para o formato de vinil continuar a crescer nos próximos tempos”.

Os dados da AFP, que “representam vendas de editoras e distribuidoras às lojas”, são “resultado de uma aproximação de algumas pessoas, particularmente os Djs, ao formato do LP”, garante o responsável.

Segundo dados do sistema Nielsen SoundScan, que monitoriza as vendas de discos nos Estados Unidos da América e no Canadá, o formato de LP vendeu mais em 2008 do que em qualquer outro ano desde que o sistema entrou em vigor, em 1991, registando um crescimento que contrasta com as vendas de cd, que em 2006 foram de 553 milhões e em 2008 de 360 milhões.

Nuno Gonçalves, músico compositor dos The Gift, que recentemente reeditaram toda a sua discografia em vinil, assume a sua “paixão” pelo formato, “mais emotivo, quente e absorvente que qualquer outro”.

O músico revelou à Lusa que o primeiro disco da banda de Alcobaça, intitulado precisamente “Vinyl” e editado em 1998, foi “pensado de raiz para esse formato”, resultando as reedições do catálogo da banda num “desejo que tínhamos desde há algum tempo no seio do grupo”.

Viriato Filipe, Director de Marketing e Comunicação Institucional da cadeia FNAC, reconheceu à Lusa que “a aposta comercial neste formato tem tido um aumento significativo que provocou também uma resposta por parte das editoras em Portugal. Até há bem pouco tempo era difícil obter alguns títulos sem ter de recorrer à importação”.

Em termos numéricos, o responsável aponta um crescimento na cadeia de cerca de 20%” entre 2007 e 2008, justificando tal subida com o facto de se ter criado à volta do vinil “um verdadeiro culto”, que incorpora “o manusear e o contemplar da arte da capa, colocar o vinil no prato, ou os estalidos iniciais”, remata.

Já Jorge Dias, sócio da firma independente Louie Louie com lojas em Porto, Braga e Lisboa, assume que “desde o começo a abordagem na loja na qual sou gerente, em Lisboa, foi a de apostar declaradamente no vinil”, reconhecendo no entanto que o formato “cobre um nicho de mercado pouco explorado em Portugal”.

A Louie Louie comercializa discos em segunda-mão para além das novidades de mercado. O responsável assumiu à Lusa que “em matéria de novos lançamentos são vendidas mais cópias em vinil do que em cd, mas em matéria de usados os valores são equilibrados”.

fonte:
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/cartaz/Discos+de+vinil+recuperam+em+detrimento+do+cd.htm

Para Conservação de Lps

Sílica gel é abrasiva. Qualquer poeirinha minúscula pode riscar o disco. Portanto, é necessário muito cuidado, deixando a sílica em um envoltório que ao mesmo tempo permita que a umidade seja absorvida e evite que partículas dela escapem, caiam ou algo parecido. A em forma de bolinhas seria mais segura, mas não totalmente.

Sim, dá para secar a sílica no forno e era a isso que me referia. Porém, é necessário usar sílica indicadora, azul quando seca, rosa quando saturada. A sílica incolor ou branca, não dá para saber quando ou não está “boa. E, com o tempo e muitas secagens ela se esgota, deixando de ser efetiva.

Não adianta muita coisa ser barato se não funciona. Deixar a sílica ao ar livre não resolve muita coisa, pois se o ar se renova constantemente junto com a umidade que se difunde; a sílica se satura rapidamente após absorver a umidade que chega a ela, mas antes passando pelos discos, umidificando as capas, etc… Em um ambiente fechado, com pouco volume de ar, aí, sim, a sílica é efetiva, pois não há renovação de ar e umidade. A sílica, se em quantidade suficiente, retira a boa parte da água do ar e, talvez, a que o papel tenha absorvido. Mesmo assim, é preciso muita, mas muita sílica mesmo para controlar a umidade de uma sala. Em uma estante fechada em um local quente e úmido como Salvador, a sílica vai ter que ser renovada constantemente: cada vez que se abre a estante, renova-se o ar. A solução definitiva é um desumidificador de ar com capacidade adequada para a estante, se fechada, ou a sala se a estante for aberta. Um desumidificador trabalha continuamente e não satura como a sílica. Um pequeno, suficiente para uma estante fechada não custa muito, algo entre R$ 30-70, e se paga com o tempo.

O uso de cravo em coleções biológicas é um coadjuvante, ou paliativo para coleções pequenas e com poucos recursos para serem climatizadas e, ou, para quem não suporta o cheiro de paraformaldeído em pó, este sim efetivo, porém inviável para se usar na sala de casa. Funciona satisfatoriamente em pequenas coleções pois gavetas entomológicas ou de herbários são muito bem fechadas, ou deveriam ser. Tem alguma efetividade para afastar algumas pragas de coleções, como traças e dermestídeos, mas so ele não resolve problema de fungos.

Note que isso é diferente do que trata esse trabalho sobre a ação fungicida do óleo de cravo. Nesse trabalho extraíram o óleo essencial de cravo, testaram com a aplicação de soluções diretamente ao meio de cultura das sementes infectadas pelos fungos em condições de laboratório. Entre isso e colocar botões de cravo numa estante há uma certa distância. Se a estante for fechada e ficar saturada com cheiro de cravo, talvez ajude. Dar banhos nos discos com óleo de cravo bem diluído? Pode deixá-los com um cheirinho gostoso e fazer os fungos ao menos passarem mal, mas não sei como o eugenol vai interagir com os componentes do vinil ou com o papel da capa.

fonte:
http://www.htforum.com/vb/showthread.php?t=76294&page=2

Reportagens

REPORTAGEns

Folha de São Paulo
São Paulo, quarta-feira, 13 de maio de 2009
URL: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1305200917.htm

Teste aponta superioridade do vinil

Enquanto gravadora volta a apostar no formato, Folha convida três experts a distinguir, às escuras, o som da bolacha e do CD

De Engenheiros do Hawaii a Nação Zumbi, Sony relança em vinil os álbuns de 30 artistas; importado dos EUA, disco custa R$ 90

BRUNA BITTENCOURT
DA REPORTAGEM LOCAL

De olho nos fãs de vinil, que mantêm suas vitrolas ativas e reviram sebos empoeirados atrás de bolachas, a Sony voltou a apostar no antigo formato.

A gravadora relançou em vinil o primeiro álbum de nomes como João Bosco e Chico Science & Nação Zumbi e prevê um total de 30 títulos, no mesmo modelo.

Fabricados nos EUA, chegam às prateleiras brasileiras por R$ 90, ao lado de um CD com o mesmo produto.

Aproveitando os relançamentos, a Ilustrada propôs a três experts no assunto um desafio: decifrar, às escuras, o som do vinil e do CD, para desmistificar (ou não) a suposta superioridade da bolacha em relação ao disco metálico.

Para a tarefa, convidamos o guitarrista Edgard Scandurra, o colaborador Marcus Preto e o produtor e engenheiro de som Tejo Damasceno.

Reunidos em um estúdio, os três ouviram os mesmos trechos de três álbuns, cada um deles em vinil e em CD, e, sucessivamente, fizeram suas apostas. A primeira prova foi com a reedição de “Da Lama ao Caos” (Chico Science & Nação, 1994). Tejo e Preto distinguiram as duas mídias.

Além dos estalos que acabaram por denunciar o vinil, Preto argumentou que o som do CD era abafado e distorcido.

Já Scandurra se enganou quanto ao CD: achou que se tratava de um arquivo de MP3, para ele “uma amostra de música”, por sua pouca qualidade.

Caixa de papelão

O álbum de João Bosco, de 1973, foi o segundo teste -desta vez, decifrado por todos.

Scandurra identificou o vinil pela riqueza de detalhes dos instrumentos, que, para ele, ficaram opacos no CD, argumento também sustentado por Preto.

“Parece que eu estava ouvindo a música e colocaram uma caixa de papelão na minha cabeça”, disse, sobre a superioridade do som do vinil em relação ao do CD.

Por fim, “Let There Be Rock”, disco de 1977 do AC/ DC, em edição nacional.
Mais uma vez, a distinção ficou clara para o trio. Mas o disco em questão acabou por mostrar ainda a diferença de qualidade que se pode ter mesmo entre álbuns de vinil.

“Não é só a diferença entre vinil e CD”, disse Preto, que, assim como Tejo e Scandurra, achou o vinil do AC/DC inferior aos dois primeiros, “ótimos”, na opinião do guitarrista.

“Dá para perceber que esse vinil foi comprado nos anos 80. É daqueles fininhos, em que se economizava no material”, afirma Preto. A gramatura, explica ele, influencia na qualidade do vinil -mais pesados, os vinis lançados pela Sony possuem 180 gramas.

O número de faixas, diz, é outra variável: quanto menos faixas, melhor a qualidade. “É a mesma coisa que comprar um vinho caro e um barato”, conclui Tejo, sobre a diferenças entre vinis, além da superioridade apontada na cabra-cega em relação ao CD.

Resta saber se o público está disposto a pagar os R$ 90 cobrados pela gravadora, enquanto a música se espalha de graça pela internet. “Essa é a grande luta da indústria”, diz Scandurra.

Tá na agulha?

Depois de um período no ostracismo o velho LP volta com tudo
Por Caio Bruno

Quando surgiu na década de 50 nos EUA, o Long Play (LP) foi uma revolução tecnológica. Enfim, aposentamos os velhos, pesados e pouco práticos discos de 78 RPM. Ao invés de uma música por lado, poderíamos ouvir seis, sete, num total de 14 músicas por disco. Fora o som, que era bem melhor que dos antigos discos. Com isso acabaram-se os 78 rotações e sobraram uns poucos hoje em dia para contar história.

Depois de anos de um império absoluto no mundo da música, tendo como companhia apenas a inofensiva fita cassete, o LP se viu diante da mesma evolução tecnológica pela qual despachou o finado 78 RPM. No final da década de 1980, o mundo estava maravilhado com a tecnologia digital do Compact Disc (CD). Um pequeno disco, com um lado só e com qualidade de som muito melhor que a dos “bolachões”, afinal, não se utilizava agulha e nem qualquer meio mecânico. O puro e límpido som vinha de um leitor digital. Foi decretado o fim do vinil. Aparelhos deixaram de ser fabricados e quem ainda os tinha era taxado de obsoleto.

Mas ele não morreu

Passados quase 20 anos de sua “morte”, do reino do CD e de outras mídias digitais, o vinil continua mais vivo e cultuado que nunca. Jovens, adultos, DJS e ouvintes comuns, a cada dia que passa compram mais LPs e aparelhos. Até o início da década, os discos só eram comercializados em sebos especializados. Os álbuns usados são encontrados nestes locais por preços que variam desde R$ 1,00 a até R$ 1 mil. “A maioria dos compradores são colecionadores entre 35 e 60 anos, compram rock, MPB e bossa nova.”, diz Cleberson Aquino, do Sebo do Messias, que conta com um acervo de centenas de discos e é um dos maiores de São Paulo.

O culto ao vinil chega ao ponto de algumas pessoas pagarem quantias exorbitantes por um. É o caso do álbum Louco Por Você (1961), o primeiro e renegado LP do Rei Roberto Carlos. Como foram feitas poucas cópias e nunca se produziu reedições, os poucos exemplares do disco são disputados em leilões virtuais com o valor mínimo de R$ 3 mil.

Lembra das discotecas? Elas voltaram

Ao ler o subtítulo acima pode se pensar que estamos falando das Dischotéques, que eram as danceterias que tocavam Disco Music nos anos 70. Mas na mesma época e até antes, as lojas que vendiam discos eram conhecidas pela alcunha de discotecas. E mesmo que timidamente e elitizados, podemos ver alguns estabelecimentos que vendem LPs. Principalmente nas grandes cidades. É o caso da Livraria Cultura em São Paulo, que vende vinil desde 2006, e cada vez mais: “Até agora, já vendemos mais discos em 2008 do que em 2007 inteiro.”, diz Thaís Arruda, assessora de imprensa da livraria.

A loja trabalha atualmente com mais de 600 títulos de LPs vindos de mais de 80 selos americanos e europeus. Entre a lista dos mais vendidos, estão clássicos absolutos da música como Abbey Road (Beatles) e Dark Side Of The Moon (Pink Floyd) e também novidades como Back To Black (Amy Winehouse) e In Rainbows (Radiohead).

Vale lembrar que na Europa e nos Estados Unidos, o hábito de se ouvir em vinil nunca foi abolido, como no Brasil, por isso muitos artistas desses locais lançam até hoje álbuns em CD e também em LP.

O novo disco de Lenine conta com edição em vinil

E no Brasil…

Na terra do samba, do futebol e da pirataria desenfreada de CDs, alguns artistas também lançam seus álbuns em vinil. É o caso de Lenine. O recém-lançado álbum do cantor, Labiata, foi prensado com cópias em vinil.

Em entrevista para o Guia da Semana o músico argumentou sua escolha pelo formato: “O vinil é um pouco diferente, pois por ser descendente direto do universo analógico e ser sua mais completa tradução, foi o que melhor se produziu para reprodução de áudio. O contato da agulha no sulco é insubstituível, portanto, a meu ver, é o formato mais refinado e fiel ao som”.

Lenine acredita que, com o passar do tempo, o vinil retornará a seu status de antigamente. “O que era peça de museu vai ser o veículo dos colecionadores.” Afirma o músico.

Som na caixa e dinheiro no bolso

O vinil está aí, mas não popular como antes. Se você é fã do LP, gosta de sentir o chiado e adora ouvir o lado A e o lado B, saiba que um toca discos novo, completo, sai entre R$ 500,00 e R$ 1.500,00. Esse preço se deve ao fato dos aparelhos serem importados. Se você acha o preço do CD caro, irá se espantar com o valor dos novos álbuns, na faixa de R$ 80,00 a R$ 100,00, também devido à importação. Já que o Brasil não produz vinil desde o fechamento de sua única fábrica sobrevivente, a PolySom, no início do ano.

Portanto, o “bolachão” está de volta. Com nova roupagem, mais elitizado e badalado. Logo, voltaremos a ouvir uma gíria comum há algumas décadas, quando se colocava uma música pra se ouvir na vitrola: “Tá na agulha?”

fonte: http://guiadasemana.uol.com.br

Na era do MP3, disco de vinil recupera espaço entre os fãs de música

Publicado em: 12/08/2008
Por: G1

Ele resistiu à praticidade da fita cassete e ao brilho reluzente do CD. Agora, o disco de vinil dá pistas de estar vencendo mais uma batalha, desta vez com o MP3. Nem o fechamento, no início deste ano, da última fábrica de LPs do Brasil, a Polysom, que ficava em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, está impedindo que o formato ocupe seu merecido espaço no mercado especializado por aqui.

Enquanto os Estados Unidos dão continuidade à cultura de oferecer quase todos os seus lançamentos também em vinil – no ano passado, o país vendeu 1 milhão de unidades, e a previsão para 2008 é de 1,6 milhão - artistas da nova cena paulistana recorrem a fábricas estrangeiras e apostam na clássica bolacha como forma de propagar o seu som.

Pra começo de conversa, o vinil alcança um espectro de frequências sonoras maior do que qualquer outra mídia, especialmente no campo de grave”, defende Rodrigo Brandão, MC do Mamelo Sound System. “Fora o aspecto técnico, tem o lado estético: nada se compara às capas de vinil. O status de obra de arte que um álbum atinge nesse formato é único.”

“No caso do Mamelo, a importância é ainda maior, já que o vinil teve papel vital no nascimento - e ao longo da história - do hip hop, que é o nosso estilo musical”, diz o rapper, que divide um LP com o grupo Elo da Corrente, prensado pela Polysom e lançado em 2007 pela Boomshot.

Agora, a mais nova empreitada do selo pilotado pelo produtor Zeca MCA é o lançamento em vinil do primeiro disco solo de Lurdez da Luz, MC parceira de Brandão. MCA conta que entrou em contato com uma fábrica de discos de vinil em Paris por conta de um amigo DJ. Da capital francesa vão sair 200 unidades do álbum, ainda sem título, a ser lançado até o final do ano.

“Não dá para competir com os downloads de MP3”, diz MCA. “Estou apostando na Lurdez primeiro porque não existe disco solo de rap feminino no Brasil. E, depois, porque ela é uma MC diferente, que não tem essa pegada de mano que geralmente as meninas do rap têm. Estou percebendo um interesse maior do público em geral em comprar LPs.”

Os números podem não ser tão altos, mas falam por si só. O EP “Ocupado como gado com nada pra fazer”, quarto trabalho do multi-instrumentista Mauricio Takara – conhecido pela participação em grupos como Hurtmold, Instituto e São Paulo Underground – acaba de ser lançado em CD e vinil pelo selo paulistano Desmonta. No primeiro show de divulgação, foram vendidos 80 exemplares do LP a R$ 15 cada um.

Meu Brasil brasileiro

Mas se depender da Deckdisc, que inclui em seu catálogo uma vasta gama de artistas, de Pitty a Nação Zumbi, passando por Teresa Cristina e Ratos de Porão, o terreno dos discos de vinil pode se tornar ainda mais fértil. A gravadora está planejando a instalação de uma fábrica no Brasil, mas o projeto ainda está em fase de pesquisa. Pode ser que a empresa compre equipamentos da antiga Polysom, ou então que adquira maquinário mais moderno no exterior.

A Deck já lançou dois LPs do DJ Marcelinho da Lua, um do rapper Black Alien e um compacto do produtor de dub Mad Professor. Recentemente, a gravadora editou também um single da Pitty, que foi distribuído para a imprensa na ocasião do lançamento do álbum “Anacrônico”.

A situação pode ser complicada, mas quem coleciona vinil no Brasil sabe a delícia que é sair à caça de suas bolachas prediletas. Além dos sebos especializados espalhados pela cidade (principalmente nas galerias do Centro) e ainda nas feiras de antigüidades como a Benedito Calixto, em Pinheiros, e a do Bixiga, na Bela Vista, os interessados em comprar LPs encontram boas opções - novinhas em folha - em redes como a Livraria Cultura.

A loja do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, oferece apenas uma prateleira de LPs em meio a um mar de CDs e DVDs, mas já é um bom começo. Ali, é possível encontrar os principais lançamentos gringos, como os últimos de Amy Winehouse e Cat Power, além de Radiohead, Foo Fighters e Beck. O preço ainda é salgado - a partir de R$ 70 por um álbum simples - mas a alegria de poder ouvir tudo em alta qualidade (e em grande estilo) vale a pena.

Em festa no Centro, só entra vinil

Com um caprichado set que vai de Ray Conniff a Ray Charles, passando por Glen Miller, Frank Sinatra e outros clássicos, Seu Osvaldo Pereira, 74 anos, foi um dos responsáveis por animar uma edição recente da festa Vinil é Cultura, que acontece todas as terças com entrada gratuita no Centro de São Paulo.

“As músicas deles não podem faltar em um bom baile”, diz o primeiro DJ do Brasil que, é claro, só trabalha com bolachões. “Quando o CD passa do volume, o som fica distorcido. Em todos esses anos, aprendi algumas coisas. Uma delas é ficar longe da bebida. Outra é a alta fidelidade do vinil”, brinca o técnico em rádio que começou a carreira em 1958.

Criada há oito anos, a balada nasceu do encontro de lojistas e colecinadores de LPs. “Vi uma reunião no Rio de Janeiro e passei a fazer igual aqui”, conta o DJ Lula, que é dono de uma loja de discos na Avenida São João.

“Tudo começou com cinco amigos. Hoje, recebemos os melhores DJs de fora e daqui.” Entre eles, os filhos de Seu Osvaldo, que levam adiante os ensinamentos do criador da Orquestra Invisível.

A festa Vinil é Cultura já passou por diversos endereços, e atualmente acontece em um dos salões do Hotel Cambridge, na Rua Álvaro de Carvalho. A noite por lá começa cedo, a partir das 19h, e costuma terminar às 23h. O telefone para informações é (11) 3104-9397 ou 3101-2537.

fonte:
http://www.abemusica.com.br/materias/materia.asp?id=4592

Intruso na era digital, o vinil está de volta

Data: 20/10/2008 02:15:56 [1788 Palavras]
Publicação: Gazeta Mercantil (Brasil)
Idioma: Português-Brasil
Autor: Gazeta Mercantil

São Paulo, 20 de Outubro de 2008 - Os puristas sempre defenderam que a masterização era mais quente, envolvente, fiel. A passagem do lado A para o lado B exigia cuidado - quase um ritual. As capas e os encartes eram lindos. Pois o vinil está de volta em plena era digital. Essa forma mais romântica de ouvir música saiu da esfera dos audiófilos, que sempre cultivaram o saudosismo valvular e dos DJs, para os quais os discos pretos sempre foram ‘instrumento’ espetacular, para arrebatar novos fãs.

Saudosismo dos mais velhos e culto dos jovens. O vinil é um intruso que conseguiu abrir espaço entre o CD, já considerado moribundo, e os aparelhos de MP3. De acordo com a Nielsen Sound Scan, nos Estados Unidos o primeiro semestre deste ano fechou com um crescimento de 77% na venda dos discos pretos - a comparação é com os seis primeiros meses de 2007. A empresa acompanha o varejo para fornecer as paradas de vendas à revista Billboard.

Tendência de mercado? Devagar com o andor. Este santo é de barro mesmo nos Estados Unidos, que vêem lojas como a Virgin e Tower Records, antigos templos dos CDs, dedicar setores inteiros ao vinil e, principalmente, aos instrumentos musicais. Entre janeiro e junho foram vendidas ínfimas 803 mil unidades de LPs - principalmente - e compactos, contra os quase 260 milhões de CDs, a caminho da obsolescência diante da realidade dos incontáveis downloads. Os disquinhos prateados já haviam despencado 10% em 2007, com 550 milhões de cópias.

O renascimento do vinil demonstra, no entanto, que as gravadoras, depois de renegar no os discões, resolveram dedicar uma pequena parte de sua produção aos discões. E tentam apresentá-lo como uma nova onda, que se é pequena e de nicho, também. é conectada ao mundo digital - movimento chamado de retrofuture, caracterizado por interatividade com o digital.

O novo vinil “dialoga” muito bem com os arquivos de alta compressão do MP3. Os toca-discos que chegam agora ao mercado, mesmo com visual de antigamente, podem conter porta USB. Quem compra o vinil pink da cantora Madonna, do seu novo Hard Candy, leva também um CD e um código para fazer download na internet.

Entre as novidades do recém-lançado Labiata, do brasileiro Lenine, além dos shows em Paris patrocinados pela Natura, está a versão na bolacha preta. O cantor fez questão de destinar uma pequena produção - são apenas 1000 cópias - ao vinil. Crente na mídia, Lenine chegou a afirmar que os bolachões poderão vir a ser o futuro da música.

Deckdisc quer prensar

Se no Brasil, os vinis voltaram a lojas de discos como Banana Music e Billbox e a livrarias como Saraiva e Cultura, em matéria de prensagem o País está na contramão. Todas as gravadoras e selos que já ressuscitaram o vinil prensam no exterior, o que encarece demais o produto. A única fábrica que produzia long plays e compactos era a PolySom, de Belford Roxo (RJ), que fechou as portas em dezembro [veja texto ao lado].

A gravadora carioca Deckdisc, que tem a cantora Pitty no portfólio, pretende abastecer o mercado fonográfico do continente. “Estamos em processo de estudos para a instalação de uma fábrica, mas há muito o que fazer para que ela comece direito e se mantenha”, conta seu presidente, João Augusto. Será uma empresa separada da gravadora e a expectativa é produzir muito para a Argentina, o Chile e a Colômbia.

Sem abandonar os CDs, a inttenção é prensar vinis para quase todos os artistas de seu selo e abastecer as outras gravadoras brasileiras. “Há um crescimento claro na demanda pelo formato”, diz Augusto. A Deckdisc já fez promocionais da Pitty e de Marcelinho da Lua em disco preto e quer também lançar em vinil o próximo do Nação Zumbi, Fome de Tudo, no início de 2009. Pouco provável que a fábrica esteja pronta para isso. “O mais certo é que seja fabricado no exterior.”

Das pickups às lojas

João Marcelo Bõscoli, da gravadora Trama, espera fechar o ano com um aumento na venda de vinis da ordem de 10%, pelo menos. Desde 2001, a Trama reverencia os discos pretos. Fernanda Porto, Patricia Marx, Jair Oliveira, Max de Castro, Claudio Zoli e Ed Motta foram lançados no formato. Era natural que fosse assim. O selo nasceu embalado pelo que se chamava de “nova MPB”, hip hop e música eletrônica.. “Naquele momento, não ter vinis seria muito burro”, afirma Bôscoli. O próximo de Ed Motta, ele próprio um colecionador dos bolachões, será lançado em vinil.

A Trama investe em vinil, CD e soube assumir a internet. Com a indústria fonográfica deixando de existir de modo formal, perdendo cada vez mais força econômica, diz Bôscoli, não se pode enfatizar apenas um tipo de m´´idia. “O mainstream hoje é feito de diversos nichos”, afirma Bôscoli, que vende 80% das bolachas lançadas pela Trama para o exterior. “Vinil não sustenta um negócio, não vende o suficiente e não faz milagre. Mas hoje trafega em ambientes que não trafegava antes. Amplifica a música desejada e sacramenta o desejo das pessoas.”

Os grandes conglomerados poderiam muito bem, ao fazer a opção pelos CDs, ter mantido a produção dos vinis e dos cassetes, acredita Bôscoli. E agora, tempo em que as pessoas vão comprar vinis na companhia do iPod e que a lista de músicas de um punk no MP3 pode conter Burt Bacarat, poderiam estar em situação mais confor´tável. “Não existe um segmento econômico que venda um tipo único de qualquer coisa que seja.” Em seu entender, eleger exclusivamente o CD foi uma miopia de arrepiar Stalin.A mesma falta de visão que tem levado a indústria fonográfica a não assimilar, de alguma forma, o MP3.

O vinil saiu das pickups e voltou às lojas. A primeira reação dos incautos, acostumados a vinis empoeirados nos sebos e com capas com visual de antigamete, é acreditar que se trata do disclaser, os discões prateados que tiveram existência fugaz.Os discos atuais têm capas brilhantes com visual de “novinhos em folha”.A nova onda é encabeçada por clássicos do rock como Pink Floyd, The Doors, Led Zeppelin e Beatles e por nomes atuais como Cat Power, Amy Winehouse e a galesa Dufy.

Nas sete lojas da Livraria Cultura discões e os igualmente charmosos compactos - ainda que em muito menor proporção e como um charme a mais - têm tratamento especial. Fábio Herz, diretor comercial da rede, conta que eles começaram a ser vendidos timidamente há um ano e meio. A busca recente surpreendeu Herz, que até o final do ano chegará o oferercer mil títulos.

No primeiro semestre foram 1500 unidades vendidas de um produto que tem o ticket médio bem maior que o disco prateado - R$ 100, em média. “Não chega nem perto dos CDs, mas até maio vendeu três vezes mais do que no ano passado”, conta Herz. O campeão de vendas é Back to Black, de Amy Winehouse. Para ela, a gravadora Universal reservou capas distintas para o CD e o bolachão.

A maioria dos títulos que tomou as prateleiras da Cultura é no tamanho long play. Compactos são um charme a mais. A nova onda dos vinis, para ele, tem efeitos mínimos sobre o problema das cópias-piratas. “Vamos ter de resolver a pirataria de outra forma.” Tampouco as novas mídias podem ser ignoradas. Herz tem visto que, em matéria de disco preto, o apelo retrô está em todas as pessoas. “Quem não viveu o vinil, ouviu falar”, destaca Herz. Ele conta que é comum que a nova geração vá comprar os discões com MP3 no ouvido, da mesma forma que já presenciou muitos fotografando as belíssimas capas com o celular, para depois baixar as músicas na internet. “Esse embalalo é que é mágico”, diz ele, para quem vinil é produto que transcende o conteúdo do próprio disco.

O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), Paulo Rosa, não acredita que os novos vinis possam ter a relevância comercial do passado. “É muito mais uma ação promocional e de marketing, às vezes até como material para promover o próprio CD, e está sendo revisitado por algumas faixas de consumidor”, diz. Para ele, também não representa antídoto eficiente contra o problema da pirataria.

Fora do gueto

Danilo Guedes, da loja Mafer Records, do centro de São Paulo, que já vendeu vinil até para o ator holywoodiano Matt Damon - Coffee and Jazz, título de jazz brasileiro do final dos anos 50 - tem acompanhado a movimentação em torno do disco preto. Guedes participa de várias feiras de trocas pelo mundo . “A Holanda prensa muito, assim como os Estados Unidos e vários países do Leste Europeu”, conta.

A Mafer também é um selo que acalenta lançar títulos em vinil. “Para prensar lá fora são necessários dois anos e meio de espera”, garante. Seria uma tiragem pequena, entre 200 e 300 unidades. Ínfima, pode parecer, mas segundo ele o que comporta o segmento. “Mais do que os grandes conglomerados, hoje são as pequenas gravadoras que sustentam o negócio atual do vinil”,defende Guedes.

Para ele, a produção de vinis é uma forma de as gravadoras se protegerem um pouco contra a pirataria. “Ao lançar os CDs, a indústria colocou a corda no pescoço e puxou”, defende. “No tempo do vinil, a pirataria só acontecia nos shows. A pessoa ia ver o Led Zeppelin, levava um gravadorzinho e lançava três centenas de cópias, muitas para distribuir aos amigos.” Ele entende a renascença também como cansaço tecnológico.

A pirataria, no entanto, também chegou à nova geração de discos pretos, conta Kid Vinil, colecionador com mais de 10 mil compactos na prateleira. “Lançaram um compacto-pirata da Amy Winehouse, que é um dos mais cultuados no mundo”, diz.

Na Inglaterra os compactos são uma febre, com praticamente todas as novas bandas de rock inlançando primeiro os disquinhos e depois o LP. “As vendas de CD com duas ou três músicas caíram muito”, destaca Kid Vinil. Em Londres, o compacto é vendido por apenas £ 1. Como há os disquinhos, há também as vitrolinhas. E um modelo dos anos 50 é sucesso.

Um ícone chamado Thorens

São Paulo ganhou um showroom da suíça Thorens, a marca de toca-discos que faz a Tecnix cultuada pelos DJs parecer um calhambeque, lembra João Marcelo Bôscoli. Nos muitos modelos oferecidos pela marca - um ícone de 125 anos - estão requintes como agulha de diamante. Na Thorens, o preço de um toca-disco pode alcançar os US$ 18 mil.

A marca é representada no País pela Ambriex, empresa que atua na áera de instrumentação científica. Seu diretor-presidente Adam Getlinger conta que abriu a divisão como um hobby. E que seus clientes são os amantes da música clássica, audiófilos e que naturalmente podem pagar. “Djs, que maltratam os aparelhos, não sabem o que é isso”, brinca Getlinger.

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 10)(Fabiana Gitsio)
fonte:
http://indexet.gazetamercantil.com.br/arquivo/2008/10/20/328/Intruso-na-era-digital%2C-o-vinil-esta-de-volta.html

Fábrica de Vinil

Fábrica de vinil resiste ao tempo no Rio

ADRIANA FERREIRA SILVA
LUIZ FERNANDO VIANNA
da Folha de S.Paulo - 17/09/2006 - 10h16

Se o novo disco de Caetano Veloso chegar aos pick-ups de DJs europeus e às boates da moda de São Paulo e Rio, carregará um pouco da poeira da Baixada Fluminense. A versão em LP de “Cê” foi prensada no município de Belford Roxo, na última fábrica de vinis em atividade no Brasil, a Poly Som.

Caetano é um nome de primeira linha que se integrou à turma dos que não querem deixar o vinil morrer. Está do lado de Los Hermanos, Nando Reis, Ed Motta e outros que têm lançado seus discos também em LP. O objetivo principal é fazê-los chegar às pistas de dança, pois DJs que se prezam preferem as grandes bolachas. Sorte da Poly Som, que assim consegue sobreviver, apesar das dificuldades. Em 2004, a fábrica produziu 43 mil discos. Em 2005, foram 32 mil. Até julho deste ano, só 12,4 mil.

“Houve uma queda enorme, mas continuamos trabalhando. Só que também temos de fazer outros produtos de plástico, como copos”, diz a gerente Luciana Carvalho, 30. Segundo ela, a maior parte das encomendas vem de bandas de rock. Em segundo lugar estão os rappers.

Na contramão da história, a Poly Som foi criada em 1999 por Nilton José Rocha, que trabalhava há 30 anos no meio fonográfico. Ele construiu uma linha de montagem capaz de produzir até 5.000 LPs por dia. Chegava perto disso até 2001, enquanto recebia pedidos de igrejas evangélicas. Depois que elas passaram para os CDs, as encomendas minguaram.

A maioria das gravadoras prefere fazer o corte (a feitura do disco) no exterior, deixando com a Poly Som apenas a prensa (a reprodução das matrizes). Como o produto é caro –”Cê” sairá por R$ 84–, os LPs geralmente têm fins promocionais, sendo distribuídos a DJs.

Sucesso nas pistas

“Os DJs foram responsáveis por essa volta do vinil de forma mais popular, mas os audiófilos nunca o deixaram”, conta o cantor e compositor Ed Motta.

Parte do enorme sucesso de Vanessa da Mata se deve ao vinil, pois a versão remix de “Ai, Ai, Ai” estourou nas pistas. A cantora é daquelas que têm o fetiche do chiado: gosta até do barulhinho que o atrito da agulha com a bolacha provoca.

“O CD inibe os graves e agudos, comprime tudo, é menos humano. Com o LP, parece que a música está sendo tocada na sua sala”, exalta Vanessa.

A revelação Céu é outra apaixonada que terá uma cota de LPs no próximo disco. “Sou a favor da resistência do vinil. É um som maravilhoso, com os graves mais encorpados, e um objeto de muito valor, que não se pode copiar”, diz.

A Warner, que lançará o disco de Céu, já fez o mesmo com O Rappa e Maria Rita. A Sony BMG fez com Marcelo D2, Jota Quest e Los Hermanos –que vende o LP de “4″ nos shows.

Pitty, Black Alien, Marcelinho da Lua, Negra Li, Cabal e Leilah Moreno são outros integrantes do time. Quando o assunto é hip hop, LP é lei.

“Se não lançar hip hop em vinil, comercialmente não funciona. O vinil traz credibilidade, demonstra que o DJ tem mais conhecimento cultural”, diz DJ Hum, que vendeu 1.500 cópias do compacto de “Senhorita”, de seu grupo, o Motirô.

“O hip hop começou com o DJ e isso se mantém até hoje. É cultural”, endossa KL Jay, DJ do grupo Racionais MCs.

No Brasil, a indústria de eletroeletrônicos não produz mais toca-discos e agulhas. Tudo tem que ser importado. O setor fonográfico não pesquisa o segmento desde 96. No mercado internacional, ele entra na gaveta “outros meios físicos”, ao lado de fitas cassete e VHS. De 2004 para 2005, as vendas caíram 30%: US$ 531 milhões para US$ 372 milhões.

fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u64432.shtml

Brasileira  PolySom, uma resistente, não pôde esperar

Data: 20/10/2008 02:15:57 [743 Palavras]
Publicação: Gazeta Mercantil (Brasil)
Idioma: Português-Brasil
Autor: Gazeta Mercantil

São Paulo, 20 de Outubro de 2008 - Numa garagem escondida numa rua sem esgoto e sem asfalto no município de Belford Roxo, na depauperada Baixada Fluminense, funcionava a PolySom - a única fabricante de discos de vinil da América do Sul. No final de 2007, em hora errada, a empresa precisou fechar as portas.

A resistente PolySom sucumbiu a problemas financeiros. Em seus últimos tempos, a ´fábrica tinha apenas três funcionários multifuncionais, gatos-pingados que produziam bolachões e compactos de forma artesanal, mas, para muitos, sem a qualidade exigida pela geração de vinis atuais, de 180 e 240 gramas.

Nada que lembrasse o glamour das linhas de produção das fábricas inglesas, com uma legião de jamaicanos à frente da linha de corte, com o manuseio e trato do vinil que, nas palavras de João Marcelo Bôscoli , é quase uma “religião”.

Início pentecostal

A Polysom nasceu para atender às necessidades dos toca-discos humildes, mas sempre ruidosos, de várias igrejas pentecostais. Em 1999, quando começou o negócio, cinco anos depois de o vinil dar o adeus - que parecia definitivo - ao mercado brasileiro, os evangélicos, em uma única encomenda, pediram que fossem cortadas 110 mil cópias. Parecia um milagre dos céus.

Enriquecidas culto a culto, as igrejas passaram a animar seus fiéis ao som da novidade prateada, o já então muito bem-colocado CD. A PolySom, no entanto, tinha poder - já havia caído nas graças das gravadoras de rock independentes.

Selos como a Monstro Discos, de Goiânia, que lançou a banda Ratos de Porão e hoje tem em seu portfólio bandas como Júpiter Maçã e .Mundo Livre (esta queria produzir um compacto em vinil). Em acetato a Monstro só lança disquinhos e chegava a encomendar de 300 a 500 unidades por vez à PolySom. Quando precisava, prensava mais.

A Monstro é apenas uma das independentes que ficaram órfãs da produção de Belford Roxo. Como o selo não prensa no exterior, está sem colocar vinis no mercado desde o ano passado. “A Livraria Cultura fez vários pedidos de compactos e não conseguimos atender. Atrapalha bastante, sempre tivemos o caráter de fazer nosso lançamentos em vinil”, lamenta Leonardo Razuk, um dos sócios da Monstro Discos.

Os três títulos da Monstro que já haviam sido acertados com a PolySom foram prensados - e entregues. Mais que isso não compensaria: nos últimos tempos, a unidade do compacto saía de fábrica, conforme Razuk, a preço do CD, mídia que também faz parte do portfólio da Monstro. “Cinco títulos estavam programados para 2008, mas não pudemos colocar no mercado.”

A Polysom pertencia a Nilton Rocha e Luciana Carvalho, pai e filha. No ano passado Willian Vieira, funcionário de confiança e às vezes confundido no meio como dono da PolySom, avisou que a fábrica iria fechar e só aceitaria encomendas até setembro.

Razuk conta que chegou a propor a Polysom a venda das máquinas, para que ele e os sócios se encarregarem de prensar. “A Polysom pediu um valor tão alto que não compensava”, relembra.. “Hoje existe a possibilidade de comprar máquinas mais modernas e menores, dos Estados Unidos.”

A carioca DeckDisc, que pretende abrir uma fábrica para abastecer todo o mercado sul-americano, não descarta a possibilidade de comprar o antigo maquinário da PolySom. O projeto, no entanto, está em fase inicial, diz seu presidente, João Augusto.

Também existe um projeto dos Ministérios da Cultura, por meio da (Secretaria de Políticas Culturais) e do Trabalho (Secretaria de Economia Solidária, Senaes) de recuperação da fábrica. “O plano prevê a recuperação de forma diferenciada, por meio de uma cooperativa”, conta Luciano Canez, assessor especial do Senaes.

“Eles enfrentaram um problema muito sério de escassez de maquinário”, prossegue Canez. Segundo Canez, Willian, o braço-direito dos donos, costumava contar que quando o CD entrou com força no mercado brasileiro as grandes gravadoras compraram as máquinas restantes com o intuito de destruí-las e, assim, evitar a prensagem dos vinis.

Essa cooperativa proposta pelo governo costuma ser criada quando a empresa entra em processo de falência e não paga o que é devido aos empregados. Não foi o caso da PolySom. A empresa, assim como avisou aos clientes que iria fechar, foi impecável com os funcionários, que tiveram direitos trabalhistas pagos. Os antigos donos da PolySom estão estudando se aceitam a proposta.

A movimentação em torno da PolySom começou há cerca de dois anos. O Iphan do Rio de Janeiro pretendia conceder à última fabricante de bolachas e compactos de vinil o registro de patrimônio cultural imaterial.

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 11)(Fabiana Gitsio)

fonte:
http://indexet.gazetamercantil.com.br/arquivo/2008/10/20/327/Brasileira-PolySom,-uma-resistente,-nao-pode-esperar.html

disco-de-vinil-web

Criar um Vinil

Como criar um disco de vinil no Photoshop

01. Pressione Ctrl+N para criar um novo documento, defina um tamanho de 300×300 pixels, modo de cor em RGB com 72 dpi de resolução, pressione Ok, pressione a letra D do teclado para resetar as cores de Foreground e Background para preto e branco, pressione a letra G do teclado para selecionar a Gradient Tool, defina um gradiente que vá do preto para a cor #343131 (ou qualque outro tipo de gradiente que você queira como background), escolha o modo de gradiente linear e aplique no documento, pressione Ctrl+Shift+Alt+N para criar uma nova layer, de o nome de “vinyl” para a layer, vá em Layer> Group Layers para criar uma pasta para esta layer, dê o nome de “vinyl” para a pasta, clique na layer vinyl e vá em Filter> Noise> Add Noise e defina os valores abaixo.

imagem1

02. Agora vá em Filter> Blur> Radial Blur, defina os valores abaixo e pressione Ok, pressione Ctrl+J para duplicar a layer, mude o modo de blend da layer copiada para Overlay, vá em Image> Adjustments> Brightness/Contrast e defina os valores mostrados abaixo, caso você esteja usando o Photoshop CS3 marque a opção Use Legacy e defina os valores de +71 para Brightness e +74 para Contrast e pressione Ok.

imagem2

03. Pressione a letra U do teclado para selecionar a Ellipse Tool, certifique-se de que a opção Shape Layers esteja selecionada, com a tecla Shift pressionada clique e arraste para criar uma elipse perfeita, pressione a letra V do teclado para selecionar a Move Tool, pressione Ctrl+A para selecionar todo conteúdo do documento, clique nas posição central das opções de posicionamento vertical e horizontal na barra de opções da ferramenta como na foto abaixo para centralizar a elipse no documento, caso seja necessário pressione Ctrl+T para abrir a caixa de Free Transform e acerte o tamanho da elipse, pressione Enter quando terminar.

imagem3

04. Pressione Ctrl+J para duplicar a layer, pressione Ctrl+T para abrir a caixa de Free Transform, com as teclas Ctrl+Alt pressionadas clique em um dos pontos diagonais e diminua a elipse afim de criar o ponto central do disco que estamos criando, agora clique na layer da elipse maior e vá em Layer> Hide Layers para desabilitar a visibilidade da layer, clique na layer do furo e vá em Layer> Hide Layers, com a tecla Ctrl pressionada clique na miniatura do Shape 1 (elipse maior) para ativar a seleção ao redor do Shape e depois com a tecla Ctrl+Alt pressionada clique sobre a miniatura do shape do furo para que seu formato seja retirado da seleção atual, clique na pasta vinyl e depois no Í­cone de Add Layer Mask no rodapé da paleta de layers para adicionar uma máscara em sua pasta.

imagem4

05. Clique na layer Shape 1 copy (o furo central do disco) e pressione Ctrl+Shift+Alt+N para criar uma nova layer, dê o nome de “Contrast”, pressione a letra D do teclado para resetar as cores de Foreground e Background para preto e branco, vá em Filter> Render> Clouds e logo após em Filter> Render> Difference Clouds, pressione Ctrl+F para aplicar novamente o filtro, vá em Filter> Blur> Radial Blur e defina os valores abaixo.

imagem5

06. Defina o modo de blend da layer para Soft Light, e experimente ir em Image> Adjustments> Brightness/Contrast, neste tutorial foi definido um valor de -20 para Contrast e +50 para Brightness, no Photoshop CS3 marque a opção Use Legacy e defina o valor de +20 e +12, clique no Í­cone de Add Layer Mask no rodapé da paleta de layers para adicionar uma máscara na layer, pressione a letra B do teclado para selecionar a Brush Tool, escolha um brush de tamanho médio e pontas suaves, passe nas áreas que devem ser máscaradas para esconder alguns pontos e deixar outros em evidência, defina a opacidade da layer em 75%.

imagem6

07. Pressione a letra G do teclado para selecionar a Gradient Tool, clique no gradiente existente na barra de opções da ferramenta para editar o gradiente, crie um gradiente como o da imagem abaixo.

imagem7

08. Pressione Ctrl+Shift+Alt+N para criar uma nova layer, dê o nome de “Highlights”, coma Gradient Tool selecionada escolha o modo de gradiente chamado Reflected e aplique como na imagem abaixo, vá em Edit> Transform> Perspective, com a tecla Shift pressionada clique em um dos pontos diagonais da caixa e arraste para distorcer o gradiente como mostrado na imagem abaixo, assim que estiver pronto pressione Enter, mude o modo de blend da layer para Soft Light, pressione Ctrl+J para duplicar a layer, pressione Ctrl+T para abrir a caixa de Free Transform e rotacione o gradiente, pressione Enter quando estiver na posição desejada.

imagem8

09. Pressione Ctrl+Shift+Alt+N para criar uma nova layer, escolha uma cor qualquer como cor de Foreground, pressione a letra U do teclado para selecionar a Ellipse Tool novamente, com a tecla Shift pressionada clique e arraste para criar uma elipse, que será o selo interno do disco, pressione a letra V do teclado para selecionar a Move Tool, pressione Ctrl+A e clique nas opções de centralização escolhendo as posições centrais verticais e horizontais, neste selo vocêª pode colocar ou fazer a arte que desejar, posicione a layer abaixo da layer do furo e acima da layer vinyl, ao final seu disco estará como o da foto abaixo.

imagem9

Quem Escreveu:
Jackson Ueda para a coluna Photoshop.

fonte:
http://www.designteen.net/index.php?page=verartigo&id=141&cat=Photoshop

Copiar um Vinil

Encontrei algumas imagens que ensinam como “copiar” um disco de Vinil, claro que não sou a favor da pirataria, mas serve como curiosidade:

ripar-vinil1

ripar-vinil2

ripar-vinil3

ripar-vinil4

ripar-vinil6

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ripar-vinil8

ripar-vinil9

Origem das imagens:
http://amplificasom.blogspot.com/2007/01/copiar-vinil.html


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Israel Dias 2 fevereiro 2009 3.183 visitas 2 Comentários Modelo para impressão Modelo para impressão


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2 Comments »

  1. Estou querendo saber os nomes das fábricas de vinil que existiram no Brasil são paulo tb.

  2. Silvia,

    Não sei quais foram todas as fábricas, mas recentemente ativaram a Polisom, no Rio de Janeiro.

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